Lançado com grandes expectativas, MindsEye enfrentou um dos lançamentos mais desastrosos de 2025. Entenda os principais problemas do jogo, a reação da comunidade e o que a desenvolvedora Build A Rocket Boy está fazendo para reverter a situação.
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Um lançamento desastroso para o aguardado MindsEye
Lançado em 10 de junho de 2025, o aguardado MindsEye, primeiro projeto do estúdio Build A Rocket Boy, criado por Leslie Benzies (ex-presidente da Rockstar North), chegou cercado de expectativas. Apresentado com trailers cinematográficos no Summer Game Fest e até mesmo em comerciais de cinema, o jogo prometia ser uma mistura de ação cinematográfica, ficção científica e narrativa profunda. No entanto, o que os jogadores receberam foi um produto marcado por falhas técnicas, IA quebrada e glitches generalizados.
Narrativa promissora, execução desastrosa
Em sua essência, MindsEye é um jogo de tiro em terceira pessoa, com influências visuais e estruturais de títulos como GTA e Cyberpunk 2077. O enredo gira em torno de uma revolta de robôs sencientes, combinando elementos militares com um subtexto de inteligência artificial fora de controle. A promessa era de uma experiência imersiva e visualmente impactante — algo que até foi parcialmente entregue nas cutscenes com mocap e dublagens elogiadas.
Contudo, a jogabilidade falha, o desempenho inconsistente e a narrativa desconexa acabaram dominando as análises dos jogadores. Muitos usuários do Steam relataram crashes, lentidão, bugs visuais e uma IA que compromete a progressão natural do jogo.
Streamers pagos para promover… e satirizar
Um dos elementos mais controversos do lançamento foi a estratégia de marketing: streamers foram pagos para promover o jogo, mas muitos acabaram expondo sua frustração ao vivo. Casos como o de DarkViperAU, que riu incontrolavelmente enquanto tentava jogar, ou de ExtraEmily, que ficou presa sem solução no gameplay, viralizaram nas redes sociais. O streamer CohhCarnage teve sua transmissão patrocinada cancelada no momento do carregamento, algo inédito mesmo em sua longa carreira de streaming.
Curiosamente, a própria conta oficial da Mindseye pediu que os jogadores não transmitissem o jogo ao vivo no dia do lançamento, em uma tentativa desastrosa de contenção de danos. A decisão apenas ampliou o burburinho nas redes, comparando o lançamento ao desastroso The Lord of the Rings: Gollum e ao polêmico Cyberpunk 2077 em seus piores momentos.
Comunicado oficial e promessas de reparação
Diante do caos, a Build A Rocket Boy emitiu comunicados oficiais, reconhecendo os erros e afirmando estar “de coração partido”. O estúdio iniciou rapidamente o processo de correções com um hotfix de 5,7 GB para PC e 2 GB para PS5, focando em:
- Correções de vazamento de memória
- Otimizações de CPU e GPU
- Redução da dificuldade em minigames
- Melhorias na estabilidade geral
- Adição de configurações visuais personalizáveis
- Correções em animações e na IA
Além disso, a desenvolvedora prometeu atualizações semanais até o fim de junho, visando corrigir falhas e reequilibrar a experiência.

A difícil missão de reconquistar a confiança
Apesar das boas intenções, o estrago já está feito. No Steam, o número de jogadores simultâneos caiu de 3.302 no lançamento para menos de 800 em 24 horas. A recepção mista, os reembolsos (até mesmo via PlayStation) e a frustração da comunidade gamer colocam MindsEye como um dos piores lançamentos do ano até o momento.
Por outro lado, a cobertura massiva, tanto negativa quanto irônica, trouxe visibilidade inesperada ao jogo. Vídeos como o de penguinz0, que chamou o jogo de “terrível em todos os sentidos, mas divertido justamente por isso”, acumulam centenas de milhares de visualizações, transformando MindsEye em um meme temporário do mundo gamer.

Restauração possível ou caso perdido?
MindsEye tem uma base promissora, um pedigree de respeito e visuais impressionantes. No entanto, o lançamento falho, a gestão desastrosa da comunidade e os erros técnicos colocaram o estúdio em uma posição delicada. A Build A Rocket Boy terá que agir rapidamente, ouvir os jogadores e corrigir o curso com patches sólidos e transparentes.
Afinal, como aprendemos com No Man’s Sky e Cyberpunk 2077, lançamentos ruins podem ser revertidos — se houver esforço e honestidade.




